9 coisas que você precisa saber sobre os hinos cristãos

9 coisas que você precisa saber sobre os hinos cristãos.
Um hino é uma canção religiosa ou poema de louvor a Deus cantado durante o culto cristão, geralmente por toda a congregação. Separamos nove coisas que você deve saber sobre os hinos, uma das formas musicais mais importantes da história da igreja.

Essa semana relembramos 147 anos da morte de Charlotte Elliott, autora do hino “Tal qual estou“. Billy Graham disse que sua equipe usou este hino em quase todas as suas cruzadas, e o historiador da hinologia Kenneth Osbeck escreveu que Tal Qual Estou “tocou mais corações e influenciou mais pessoas para Cristo do que qualquer outra canção já escrita”.

Separamos nove coisas que você deve saber sobre uma das formas musicais mais importantes da história da igreja.

1. Um hino é uma canção religiosa ou poema de louvor a Deus cantado durante o culto cristão, geralmente por toda a congregação

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O canto ou composição dos hinos é chamado de hinódia, enquanto um escritor de hinos é conhecido como um hinodista. Uma coleção de hinos é chamada de hinário. Um estudante de hinologia é chamado de hinologista, e o estudo acadêmico de hinos é chamado hinologia.

2. O termo hino é derivado do grego hymnos

O termo significa “canção festiva ou ode em louvor a deuses ou heróis”, usado na Septuaginta (primeira tradução grega das escrituras hebraicas) para traduzir várias palavras hebraicas que significa “canção louvando a Deus”.

3. A música à qual um hino pode ser cantado é conhecida como melodia do hino

Muitos hinos ingleses foram escritos em uma métrica em particular (ou seja, um número específico de sílabas para as linhas em cada estrofe de um hino) para que pudesse ser cantado com uma música já conhecida pela congregação. Por exemplo, “Preciosa Graça” (“Amazing Grace”) é escrito em compassos comuns (8.6.8.6) e cantado ao som da música tradicional conhecida como “New Britain”.

4. As referências mais antigas da hinologia cristã vêm no Novo Testamento

Duas referências são feitas nos Evangelhos (Mateus 26:30 e Marcos 14:26), provavelmente referindo-se ao canto dos Salmos. O hino também é mencionado em Atos 16:25; 1 Coríntios 14:26; Efésios 5:19; Colossenses 3:16; e Tiago 5:13.

5. Até o século XVIII, a maioria dos hinos nas igrejas consistia em cantar os salmos inspirados

Durante a Reforma Protestante, alguns reformadores, como Martinho Lutero, começaram a incluir hinos, enquanto outros como João Calvino mantiveram um princípio de salmodia exclusiva. O hinodista britânico Isaac Watts foi chamado de “o libertador do hino inglês” por ajudar a passar do canto exclusivo do salmo para os hinos. Como Robin A. Leaver diz, Watts acreditava através da salmodia “apenas os temas da Antiga Aliança eram costumeiramente cantados entre o povo da Nova Aliança”. Em seu prefácio ao Hymns and Spiritual Songs (1707), Watts escreveu:

“Enquanto estamos acendendo o Amor Divino pelas Meditações da amorosa Bondade de Deus, e pela Multitude de suas ternas Misericórdias, dentro de alguns Versos, uma terrível Maldição contra os Homens é proposta aos nossos Lábios; Que Deus acrescentaria a Iniquidade sobre Iniquidade, não os deixaria entrar na Sua Justiça, mas os apagaria do Livro dos Vivos (Salmos 69, 16, 27, 28). que é tão contrário ao Novo Mandamento, amar nossos Inimigos.” [Ênfase no original]

6. A referência mais antiga pós-Novo Testamento à hinologia vem de uma carta que o estadista romano Plínio, o Velho, enviou ao imperador Trajano (c. 113 dC)

A carta descreve seu interrogatório sobre os cristãos:

“Afirmaram, contudo, que a soma e a substância de sua falha ou erro havia sido o fato de estarem acostumados a se reunir num dia fixo antes do amanhecer e cantarem com atenção um hino a Cristo como a um deus, e se ligarem por juramento, não a algum crime, mas a não cometer fraude, roubo ou adultério, não falsificar a verdade, nem se recusar a devolver uma confiança quando for solicitado a fazê-lo.”

7. Charles Wesley, o irmão mais novo do fundador metodista John Wesley, escreveu 8.989 hinos

Wesley escreveu uma média de 10 versos todos os dias durante 50 anos e completou um hino todos os dias. Durante sua vida, ele nunca ouviu seus colegas metodistas cantarem seus hinos no culto dominical. Na época, os metodistas ainda faziam parte da Igreja Anglicana, e a Igreja da Inglaterra não aprovou oficialmente o canto dos hinos até 1820 – 32 anos após a morte de Wesley.

8. Embora Fanny Crosby não tenha começado a escrever hinos até os 40 anos, ela se tornou uma das mais fecundas hinodistas da língua inglesa

Acredita-se que Crosby tenha produzido cerca de 9.000 obras, embora, como observa a Encyclopaedia Britannica , “o número exato seja obscurecido pelos numerosos pseudônimos (até 200, segundo algumas fontes) que ela empregou para preservar sua modéstia”. Um homem fingindo ser médico fez com que Crosby fosse cegada quando criança; mesmo assim ela considerou sua condição uma bênção. “Se a visão terrena perfeita me fosse oferecida amanhã, eu não a aceitaria”, disse Crosby. “Eu poderia não ter cantado hinos para o louvor de Deus se tivesse me distraído com as coisas belas e interessantes sobre mim.”

Fanny Crosby é autora de A Deus demos Glória, Que Segurança, Quero estar ao pé da Cruz, Quero o Salvador comigo, dentre muitos outros hinos entoados por diversas denominações cristãs, em diversas traduções.

9. Agostinho definia hino como “uma canção de louvor a Deus”

Os músicos modernos tendem a distinguir entre hinos e outras formas de música da igreja, como adoração e canções de louvor. Mas Agostinho tinha uma definição mais ampla e abrangente de hino. Em seu comentário sobre o Salmo 148 , Agostinho disse:

“Sabe o que é um hino? É uma canção com louvor a Deus. Se você louva a Deus e não canta, você não pronuncia um hino; se você canta e não louva a Deus, você não pronuncia um hino; se você elogia qualquer outra coisa, que não pertence ao louvor de Deus, embora você cante e louve, você não pronuncia nenhum hino. Um hino então contém essas três coisas: canções e louvores, e a Deus. O louvor a Deus na música é chamado hino.”


Joe Carter é editor do The Gospel Coalition, editor da NIV Lifehacks Bible, e co-autor do livro How to Argue Like Jesus: Learning Persuasion from History’s Greatest Communicator. Ele serve como presbítero na Grace Hill Church em Herndon, Virginia, EUA.

Texto publicado originalmente em The Gospel Coalition.

Tradução: Luciana, equipe Visão Cristã.

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