Donald Trump e Kim Jong-un trocam aperto de mãos em encontro histórico

Os dois caminharam um em direção ao outro e trocaram o aperto de mãos em um luxuoso hotel de Singapura

Trump e Kim trocam aperto de mãos histórico [foto: JUNG YEON-JE / AFP]

Um dos momentos mais relevantes da história ocorreu às 22h04 desta segunda-feira
(11): diante das câmeras, o presidente norte-americano, Donald Trump, e o
ditador norte-coreano, Kim Jong-un, encontraram-se em Singapura e deram-se as
mãos, antes mesmo de falarem entre si. No pequeno país asiático, já é manhã da
terça-feira.

Em um evento claramente preparado para ganhar as primeiras páginas dos jornais,
os líderes posaram diante de um cenário formado por bandeiras dos Estados
Unidos e da Coreia do Norte. Na sequência, Trump deu um tapinha nos ombros de
Kim e os dois seguiram para uma antessala. Sentados, fizeram breves declarações
para a imprensa:

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Agora, os líderes farão uma reunião fechada, acompanhados apenas de seus
tradutores. Esta é a primeira vez em que um presidente norte-americano em
exercício se encontra com um líder norte-coreano. Antes de Trump, Bill Clinton
viajou à Coreia do Norte, mas já havia deixado a Casa Branca quando isso
aconteceu.

O objetivo de Trump no encontro é garantir a desnuclearização da Coreia do Norte.
Algumas horas antes do encontro, o presidente norte-americano publicou em
seu Twitter que o mundo saberia “logo se um acordo real pode acontecer”. Em
troca, ele deve oferecer a Kim um tratado de paz e assistência econômica ao
isolado país asiático, que sofre há décadas com diversas sanções impostas pela
comunidade internacional.

Tanto o pai, quanto o avô de Kim, líderes da Coreia do Norte antes dele, chegaram
a iniciar negociações para abandonar as ambições nucleares do país, em troca de
assistência econômica. Todos os acordos no entanto acabaram fracassando.
O encontro desta terça é extremamente aguardado, não só pela expectativa de que
um acordo finalmente seja feito, mas também por ser negociado por dois líderes de
comportamento imprevisível. Até o começo de 2018, ambos trocavam farpas
beligerantes que fizeram o mundo temer uma guerra nuclear.

O contexto histórico da reunião
A Coreia do Sul e a Coreia do Norte estiveram em guerra por três anos durante a
Guerra Fria (1947-1991). Na época, Washington e Moscou apoiavam lados opostos
como forma de garantir seus espaços de influência no mundo. Sem um desfecho oficial para a guerra, em 1953 as Coreias assinaram um armistício em vigor até hoje, quase 70 anos depois. Ou seja, tecnicamente, as Coreias ainda estão em guerra.

Nesse período, o pequeno país ao norte tornou-se um poço de reclusão e
hostilidade. Extremamente fechado e isolado da comunidade internacional, a Coreia
do Norte teve momentos de maior e menor tensão com o vizinho e também com os
Estados Unidos. A intensidade das ameaças variou de acordo com a disposição dos
líderes no poder e do contexto mundial.

A constante realização de testes com mísseis de longo alcance tornaram o país
uma ameaça crescente. Em 2002, o então presidente norte-americano, George W.
Bush, classificou o país como integrante do que chamou de “Eixo do Mal”, conjunto
de governos inimigos dos Estados Unidos.

Neste contexto de ameaças que se arrastam há décadas, com potencial de conflito
global, o encontro entre Trump e Kim acena para a paz.

Redação: Visão Cristã
Com informação do Uol

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