Em Gambo, cristãos compartilham as dificuldades após sobreviverem aos ataques

Líderes cristãos compartilham as dificuldades de lidar com o rastro de destruição deixado pelo ataque em agosto

A cidade de Gambo, na região leste da República Centro-Africana, enfrentou um dos piores conflitos em agosto do ano passado, quando extremistas muçulmanos (comandados pelo general Ali Darassa) atacaram a cidade. Pelo menos 57 civis foram mortos no ataque, inclusive seis voluntários da Cruz Vermelha, dois pastores e seis diáconos e líderes da igreja.

Duas igrejas também foram queimadas. O pastor de uma delas, Jean, conta como fugiu com a esposa e filhos assim que o ataque começou. Alguns dias depois, ele deixou a família em um esconderijo na floresta e voltou para Gambo para ver se conseguia recuperar alguns de seus pertences. Mas o que encontrou foi sua igreja e casa queimadas, além dos corpos de três de seus diáconos e do pastor da outra igreja queimada, pastor Tokono. “Agora que tudo passou, ainda estamos lutando para seguir nossa vida. Muitos sobreviventes não têm casa e nem mesmo um teto para dormir”, compartilha Jean.

Assine o Blesss

Veronique, a esposa do pastor Tokono, deixou Gambo junto com os filhos, alguns dias antes do ataque, justamente porque a situação era muito tensa e arriscada. Ela sente o fato de o marido ter sido enterrado sem que a família tivesse a chance de ao menos ver o corpo. Mas corajosamente, afirma: “Eu vou continuar ministrando mesmo na ausência do meu marido, assim como ele fazia quando estava vivo. Oro para que Deus perdoe os agressores, pois eles não sabem o que fazem. E também peço que ele os salve do caminho do mal”.

 

Fonte: Portas Abertas
Imagem: reprodução/ilustrativa