Governo anuncia acordo de 15 dias com caminhoneiros

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse nesta quinta-feira que a mobilização só será encerrada quando Temer sancionar e publicar, no Diário Oficial da União, a decisão de zerar a alíquota do PIS/Cofins incidente sobre o diesel.

As filas na saída de Bayeux e Campina Grande são enormes [Foto: Gomes Silva]

Em pronunciamento na noite desta quinta-feira (24/5), o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, anunciou um acordo do governo federal com os caminhoneiros, que estavam em greve desde o início da semana. Segundo Padilha, foi assinado um acordo, que terá validade de 15 dias, para que os motoristas retomem as atividades. “A família brasileira depende do transporte ferroviário. Pedimos aos caminhoneiros que voltem a circular. O Brasil precisa de vocês”, disse Padilha.

A greve dos motoristas de caminhões chegou ao quarto dia hoje, antes de o governo anuncia o acordo. Brasileiros enfrentam, até então, uma crise geral no abastecimento. O cenário inclui bombas zeradas nos postos de gasolina, linhas de ônibus reduzidas, ameaças de cancelamento de voos por falta de combustível, prateleiras escassas em supermercados e, até, restrições nos cardápios de lanchonetes.

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Os prejuízos são percebidos, principalmente, nos setores de transportes e de alimentação. Na quarta-feira (23/5), consumidores de ao menos 10 estados sentiram falta de itens perecíveis, como frutas, legumes e verduras, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Em Brasília, os problemas chegaram até redes de fast food. O McDonald’s do Sudoeste, por exemplo, não estava vendendo Big Mac porque o caminhão não havia chegado com o carregamento. Segundo um atendente, várias lojas da rede estavam com o mesmo problema.

Reivindicações

As principais reivindicações da categoria são: redução de impostos sobre o preço do óleo diesel, como PIS/Cofins e ICMS, e o fim da cobrança de pedágios dos caminhões que trafegam vazios nas rodovias federais concedidas à iniciativa privada.

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse nesta quinta-feira que a mobilização só será encerrada quando Temer sancionar e publicar, no Diário Oficial da União, a decisão de zerar a alíquota do PIS/Cofins incidente sobre o diesel.

Redação: Visão Cristã
Com informação do Correio Braziliense

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