Líderes protestam contra a retirada de símbolo cristão na China

Líderes cristãos na China estão protestando contra uma campanha do partido Comunista de remoção de cruzes de igrejas ao redor da província de Zhejiang, e se organizam para fazer com que o símbolo religioso floresça pelo país em resposta às ações do governo.

Semana passada, 20 membros do clero católico encenaram uma demonstração pública em Wenzhou, uma cidade costeira conhecida como a “Jerusalém do Leste” devido ao grande número da população cristã. Nos últimos 2 anos, mais de 1,200 cruzes foram removidas de igrejas e de outras estruturas dentro da cidade. De acordo com o jornal britânico The Guardian, o grupo que protestava, o qual foi monitorado pela polícia chinesa, segurou um banner fora do prédio do governo na cidade que dizia “Mantendo a dignidade religiosa e se opondo à remoção forçada das cruzes”.

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“A cada vez que eles removerem uma cruz, nós levantaremos mais”, disse um dos líderes cristãos, “Nós estamos até considerando produzir bandeiras e roupas com estampas de cruz. Nós faremos a imagem da cruz florescer ao redor da China”. A iniciativa do governo Comunista de retirar as cruzes, ação que começou em 2013, tem sido caracterizada como um um ato perverso que tem causado grande ressentimento e raiva entre os membros do clero e fiéis.

Oficiais chineses afirmam que a campanha é uma tentativa de livrar a região de “estruturas ilegais” e não tem nada a ver com religião. Um oficial declarou pela mídia do governo que “não há coisa alguma como uma campanha anti-igreja”.

No entanto, cristãos acreditam que as demolições são ataques deliberados à fé cristã. “O governo acredita que o Cristianismo é uma religão estrangeira e é parte de uma cultura estrangeira, o qual eles definem como ‘Cultura Ocidental, então eles veem isso como uma invasão da cultura chinesa’”, disse um líder religiosa Chen Zhi’ain à CNN.

Uma reportagem do New York Times noticiou essas reclamações, afirmando que o recente alvo da liderança Chinesa são os crentes devido ao desconforto com o crescente apelo do Cristianismo, cujos seguidores se tornaram rivais em número aos 86 milhões de membros do Partido Comunista.

A constante demolição de cruzes tem sido condenada pela comunidade internacional, e ativistas insistem para que o presidente americano, Barack Obama, pronuncie-se sobre o assunto com o presidente da China, Xi Jinping, na ocasião de sua primeira visita aos Estados Unidos em Setembro.

O Partido Comunista que controla o país não admite competição por mentes e corações, e o propósito dessa campanha é controlar o crescimento do Cristianismo, para que a religião não se torne uma ameaça à soberania do governo.

 

Escrito por: Ana Louise   

Revisão: Samuel Oliveira

Foto: China Aid

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