Lucena pede liberdade aos cristãos em encontro com embaixador da Bolívia

Deputado federal Roberto de Lucena manifestou sua preocupação diante da criminalização do evangelismo na Bolívia ao embaixador José Kinn Franco

Roberto de Lucena é o autor da proposta que contempla pescadores artesanais

O deputado federal Roberto de Lucena se encontrou na última quarta-feira (17) com o embaixador da Bolívia, José Kinn Franco, para manifestar a preocupação dos brasileiros diante da criminalização do evangelismo no país.

O artigo 88 do novo Código do Sistema Penal da Bolívia, que entrará em vigor em um ano, prevê 7 a 12 anos de prisão para quem incentivar pessoas a participarem de organizações religiosas ou de culto.

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“Será sancionado com prisão de sete (7) a doze (12) anos e reparo financeiro a pessoa que, por ele próprio ou por terceiros, capture, transporte, transfira, prive de liberdade, acolha ou receba pessoas com o fim de fazer o recrutamento de pessoas para sua participação em conflitos armados ou organizações religiosas ou de culto”, diz o texto do documento.

No encontro com o embaixador boliviano, Lucena afirmou que respeita a soberania nacional da Bolívia, mas está preocupado com a aparente dualidade encontrada no texto, que indica as igrejas e o crime organizado na mesma classificação. As informações sobre o encontro foram enviadas com exclusividade ao Guiame.

Lucena, que é pastor na Igreja O Brasil Para Cristo, disse que sua denominação está presente na Bolívia e atua no atendimento à população carente através de clínicas médicas e escolas. “As igrejas não concorrem com o Estado, mas são parceiras na busca do bem comum”, declarou o deputado na ocasião.

Em nome do Painel Internacional de Parlamentares para a Liberdade de Religião ou Crença (IPPFoRB), uma rede de parlamentares unidos em defesa da liberdade religiosa em todo o mundo, Lucena entregou uma carta nas mãos do embaixador boliviano, dirigida ao presidente Evo Morales.

Na carta, Lucena esclarece que é autor do Projeto de Lei 7787/2014, que autoriza o presidente da República a suspender relações diplomáticas e comerciais com países que promovam ou tolerem a perseguição religiosa e desrespeitem os direitos humanos.

Denominando Brasil e Bolívia como “irmãos”, o deputado esclareceu que 90% da população brasileira é cristã e 60 milhões de pessoas se declaram evangélicas. Na carta, ele ainda pede que o presidente boliviano reconsidere o texto do Código Penal e relata que a repercussão das notícias tem sido negativas. “Também solicitei que o presidente Evo Morales me receba em audiência”, revela o deputado.

Franco agradeceu a visita de Lucena e disse que o governo boliviano tem respeito pelas comunidades religiosas, sem a intenção de impedi-las na tarefa de construir uma sociedade livre da pobreza e exclusão.

O embaixador boliviano alegou que “o objetivo do texto é penalizar o recrutamento de pessoas em nome de um grupo religioso para fins não lícitos, como o caso do Boko Haram na África”, conforme Lucena relata.

Franco ainda informou que o governo boliviano pediu à Assembleia Plurinacional para suspender a aplicação do artigo 88 durante um ano, enquanto a lei continuará sendo debatida e sujeita a melhorias.

 

Com informações Guiame
Imagem: reprodução web

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