Médico assassinado em SP tinha o SUS como campo missionário

Roberto Kunimassa Kikawa, de 48 anos, acreditava que era chamado por Deus para cuidar de pessoas. criou as Carretas da Saúde, instalações móveis de atendimento gratuito à população em situação de vulnerabilidade
Médico assassinado em SP tinha o SUS como campo missionário.

Morto em um assalto no dia 10 de novembro, o médico Roberto Kunimassa Kikawa, de 48 anos, acreditava que era chamado por Deus para cuidar de pessoas

Na noite do dia 10 de novembro, o médico Roberto Kunimassa Kikawa foi morto em um latrocínio, roubo seguido de morte. Mesmo sem ter reagido ao assalto, apenas pedindo calma ao assaltante, Dr. Roberto recebeu dois tiros e morreu aos 48 anos de idade.

Membro da Igreja Holiness, queria honrar o chamado que Deus lhe deu e a promessa feita no leito de morte do pai: cuidar das pessoas. Tendo visto seu pai morrer de câncer muito novo, Roberto dizia trabalhar para que menos pessoas chegassem ao estado terminal da doença: “Minha missão pessoal é que menos pessoas atingissem o estágio que o meu pai ficou, estágio avançado, sem ter chances de uma condição melhor de tratamento”.

As Carretas da Saúde e o SUS como campo missionário

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Quando jovem, Dr. Roberto chegou a estudar Teologia e pretendia ser um médico missionário na África. Os planos foram deixados de lado, contudo, ao fazer um atendimento voluntário na zona leste de São Paulo. “Ali descobri uma África em São Paulo e que a gente não estava vendo”, declarou anos atrás, a um vídeo da CIES.

Durante sua vida, Roberto Kunimassa criou as Carretas da Saúde, instalações móveis de atendimento gratuito à população em situação de vulnerabilidade, que depois deram origem à Van da Saúde e ao Box da Saúde. O trabalho foi realizado pela organização não governamental (ONG) CIES Global. A unidade mais nova havia sido inaugurada na quarta-feira, em São José dos Campos, no interior paulista.

Em dez anos, a ONG atendeu a mais de 2 milhões de pessoas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo e no interior. O projeto também ganhou espaço no exterior, com unidades no Paraguai, na Colômbia e nos Estados Unidos. Um dia antes de sua morte, Dr. Roberto comemorava um acordo com o governo da Nigéria para criação de uma Carreta da Saúde no país africano. O médico comemorou que finalmente colocaria o pezinho na África, continente pelo qual seu coração ardia antes de decidir exercer sua missão em terras brasileiras.

Kikawa costumava dizer que o atendimento deveria ser feito com o “DNA do amor”. O médico incentivava as equipes médicas a exercitarem a atenção total ao paciente. “Ele queria o melhor atendimento no SUS como se fosse no melhor hospital. Exigia ter a tecnologia dos grandes hospitais nos nossos serviços”, diz o coordenador de Oftalmologia da CIES, Edmilson Mariano.

O médico que vivia a missão em seu dia a dia deixa um legado de vida cristã e serviço ao próximo.


Redação: Visão Cristã

Com informações de Estado de Minas

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