O cerco a cidade de Jerusalém nos anos 70 D.C e o juízo sobre o Brasil

A tragédia de Jerusalém nos revela a depravação humana. Em situações extremas o ser humano expõe seu estado de queda total. O Brasil passa por um período de extrema corrupção, e o passado tem muito a nos ensinar.

Imagem - ABC

Pensamos todos os dias que nossa frágil liberdade pode nos proteger dos desastres e das guerras e da violência. São 60 mil pessoas assassinadas por ano neste país. Números que ultrapassa a guerra da Síria. Uma história famosa tem a nos ensinar poderosamente ainda hoje. Sobre o famoso cerco nos anos 70 D.C a cidade de Jerusalém, pelo grande general Tito. Aqui vai um relato marcante dos horrores.

”Serão dias terríveis para as mulheres grávidas e para as que estiverem amamentando”. Mateus 24. 19.
”Quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela
e disse: “Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos.
Virão dias em que os seus inimigos construirão trincheiras contra você, e a rodearão e a cercarão de todos os lados.
Também a lançarão por terra, você e os seus filhos. Não deixarão pedra sobre pedra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus a visitaria”
.Lucas 19:41-44.

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Neste Tempo Roma já dominava todas as cidades da Judeia e agora cercava Jerusalém de modo que impedisse qualquer possibilidade de alimento chegar, além de investir diariamente para entrar com suas legiões. Segundo Flavio Josefo, um milhão e cem mil pessoas morreram de fome e pela espada. O relato do famoso historiador Flávio Josefo e a narrativa histórica de Eusébio de Cesaréia descrevem ricamente em detalhes como essa profecia se cumpriu tão perfeitamente. Depois de ter cercado Jwrusalém, e cortado o abastecimento de águas e o fornecimento de alimentos, Jerusalém entrou em calamidade pública. Vejam a narrativa de uma dessas histórias, o horror pelos dois autores:

”Neste tempo terrível do cerco a Jerusalém como nem os gregos e nem os bárbaros jamais registraram. É horrível de dizer, inacreditável de ouvir. Havia entre os que viviam além do Jordão uma mulher chamada Maria, cujo o pai era Eliézer da vila de Betezor. Ela era famosa por sua família e riqueza e, tendo fugido com o restante para Jerusalém, foi apanhada pelo cerco. Os tiranos já haviam tomado todas as outras posses, tudo que havia juntado e trazido além do Jordão para cidade. Tudo que ela tinha de comida, os malfeitores tomavam e levavam, assaltando-a diariamente. Uma terrível indignação dominou a mulher que praguejava para irritar os malfeitores, os que roubavam. Mas visto que ninguém matava nem de raiva e nem de dó, e ela estava cansada de procurar comida para os outros, e não havendo nenhuma possibilidade de encontrar em algum lugar, a fome entrou na sua alma, tomando um filho, um menino a quem estava amamentado, disse: ”Menino miserável!!!!! Em meio a guerra, fome e rebelião, para que estou te mantendo? Nossa condição sob os romanos, ainda que possamos viver, é a escravidão. Mas mesmo a escravidão é precedida pela fome – vem, sê comida para mim”. Dizendo isso matou o filho, então, cozendo-o, comeu metade e cobrindo o resto, guardou-o. Logo entraram os assassinos e, sentindo o cheiro da execrável iguaria, ameaçavam matá-la de imediato, caso não lhes desse o que preparara. Ela disse a eles que tinha guardado boa parte para eles e descobriu os restos do filho. O horror e o assombro os dominavam na mesma hora. Foram emudecidos pelo que viam. ”Esse é meu próprio filho”, disse ela, e o feito é meu. Comei, pois já comi. Não sejais mais sensíveis que uma mulher ou mais piedosos que uma mãe. Mas se tendes tantos escrúpulos e rejeitais minha oferta, já comi metade e que o resto fique para mim”. Então saíram da casa tremendo,covardes pelo menos nesse caso.”

A condição rebelde dos judeus tem muito a nos ensinar. Apesar de Israel lutar contra um invasor, essa luta se tornou corrupta e desastrosa. Internamente eles se devoravam, não havia unidade entre o povo, por isso Jerusalém caiu diante de um inimigo astuto e poderoso. Uma nação que insiste em ser corrupta ou mesmo uma população que se omite e até mesmo contribui com a corrupção, pode naturalmente ser alvo do juízo Divino. O Brasil está dividido entres aqueles que desejam o bem da nação, e aqueles que acreditam no ”rouba, mas faz”. Portanto, oremos pelo nosso país e a começar por nós, repudiemos a corrupção em qualquer situação do nosso dia a dia. Seja nas filas bancarias, nos negócios, com os impostos e outras atividades que exige transparência, ação e claridade. Se Deus não poupou Israel dos males e dos seus inimigos, não podemos pensar que somos a exceção. Hoje ainda gozamos de uma precária liberdade. Nossas casas estão cada vez mais protegidas com muros altos e cercas elétricas, a violência é endêmica,o povo clama por justiça, mas nossa justiça é leniente e parceira da impunidade. Vivemos um tempo de relativismo moral e enfraquecimento das bases de nossas instituições públicas. O país geme, clama por livramento. Mas só Deus sabe como fazer e a Bíblia nos diz como ele faz: ‘’Deus veio de Temã, o Santo veio do monte Parã. Pausa Sua glória cobriu os céus e seu louvor encheu a terra.
Seu esplendor era como a luz do sol; raios lampejavam de sua mão, onde se escondia o seu poder.
Pragas iam adiante dele; doenças terríveis seguiam os seus passos.’’

Habacuque 3:3-5

Referências Bibliográficas

História de Israel, livro VI – Flávio Josefo – CPAD
História Eclesiástica – Pág 87 – Eusébio de Cesaréia – CPAD

Sola Scriptura

Por Heuring Felix Motta
Colunista da Revista Consciência Cristã

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