Vereadores de SP rejeitam a “ideologia de gênero” nas escolas

Uma vitória para os defensores dos valores da família aconteceu nesta terça-feira (11). Em votação na Câmara dos Vereadores de São Paulo, foi rejeitada a inclusão da “ideologia de gênero” no Plano Municipal de Educação.

A vitória foi esmagadora, com 42 votos contra a inclusão e 2 a favor. Com isso, o PME de São Paulo foi aprovado, mas sem nenhuma menção à “ideologia de gênero” e seus correlatos.

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A decisão foi tomada mediante as reivindicações de grupos pró-família, que estiveram na Câmara dos Vereadores ontem, para acompanhar a votação. Em entrevista à Folha de S. Paulo, a publicitária Sheila Graaff, que esteve na Câmara, explicou a sua contrariedade à ideologia de gênero.

“Não tenho nada contra se as pessoas virarem homossexuais quando estiverem adultos, mas sou contra o Estado confundir a cabeça de crianças pequenas. Cada família tem valores que querem passar para os filhos”, afirmou ela.

A opinião da publicitária é compartilhada pelo vereador Ricardo Nunes (PMDB), um dos opositores à ideologia de gênero dentro da Câmara de São Paulo. “Houve consenso de que não teria de ter gênero. A gente acha que não é correto criança discutir sexualidade, se quer ser menino ou quer ser menina”, disse Nunes ao G1.

Os Planos Municipais e Estaduais de Educação estão sendo votados ao longo dos últimos meses em todo o Brasil. Tais votações seguem a aprovação do Plano Nacional de Educação, que inclui a ideologia de gênero. Cada município e cada estado deve decidir se aceita o PNE em todos os seus termos, ou se vai deixar algum de seus itens de fora. Muitos municípios e estados já rejeitaram essa ideologia, inclusive a Paraíba.

No entanto, ainda não dá para comemorar. Haverá nova votação do PME em São Paulo no próximo dia 25. Por isso, é importante que os defensores dos direitos da família acompanhem o que será feito, de modo que essa ideologia maligna não chegue às escolas paulistanas.

 

Por Mariana Gouveia

Foto: Uol

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